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Giveback: Aliando o lucro ao cuidado ambiental e social, empresas se comprometem em transformar seus impactos no planeta

7 • 12 • 17

A máxima “tudo que vai volta” nunca esteve tão presente quanto na era pós-digital em que vivemos. A lei do retorno, ou lei kármica para os mais esotéricos, carrega um aprendizado essencial para nós humanos: uma hora a conta chega.

Na esfera ambiental, por exemplo, acompanhamos os crescentes e tristes casos de mortes por doenças respiratórias devido à péssima qualidade do ar nas nossas cidades. Em termos mundiais, a OMS (Organização Mundial da Saúde) estima 8 milhões de mortes por ano devido à poluição do ar, sem falar nos casos de complicações de outras doenças preexistentes. Já em nível local, em pouco mais de duas décadas, o número de brasileiros mortos devido à má qualidade do ar saltou de 18 mil para mais de 40 mil – um crescimento de 131%, de acordo com estudo da Universidade de Washington, nos EUA.

Essas são consequências diretas às escolhas que fizemos enquanto sociedade nos últimos 50 anos, ao incentivar o uso do transporte privado em detrimento ao coletivo, o consumo desenfreado e ao consentir a falta de comprometimento das corporações com questões ambientais e sociais. Os dados, o sofrimento e, inclusive, algumas soluções estão apresentados bem pertinho dos brasileiros, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro (um bom passeio para as férias de verão).

Só que agora a conta chegou, e fechar os olhos não é mais uma opção.

Movidos por esse instinto de sobrevivência e de querer acertar, líderes de empresas já nascidas na era pós-digital estão colocando o cuidado ambiental e social no mesmo grau de importância de seus lucros – em alguns casos, até superior.

O exemplo mais emblemático pode estar em Nova York, nos Estados Unidos, onde a Lemonade vem colocando “o pé na porta” em um dos mercados mais tradicionais do mundo, o de seguros. A startup americana oferece seguros residenciais a partir de parcelas mensais de US$ 5. O valor super baixo de apólice se deve ao fato de o processo ser todo via app, sem papelada, sem intermediário e sem intenção de embolsar o seu dinheiro. Um chatbot construído com inteligência artificial, chamado AI Jim, faz os atendimentos em segundos e consegue discernir se é um pedido real, emergencial e até ensina alguns modos em tentativas de fraude.

Contudo, a grande mudança de paradigma em relação ao cuidado coletivo fica por conta do seu modelo de negócio: caso você não utilize seu seguro no ciclo de um ano, a Lemonade fica com 20% do valor total para cobrir custos operacionais e o restante é doado para uma ONG à escolha do cliente. Vai contra a lógica sombria que move o mercado de seguros, isto é, se você passar por uma situação ruim de emergência, eles irão te ajudar, pois não lucram quando os pedidos são negados – como ocorre no modelo tradicional do mercado. Lindo, não?! A iniciativa, chamada “Giveback”, já direcionou mais de US$ 53 mil às causas, e tem um potencial exponencial uma vez que as vendas semanais de apólices são 60 vezes maiores se comparadas a 6 meses atrás, de acordo com informações da própria Lemonade.

Outro exemplo é a Lyft, principal concorrente do Uber nos EUA, que oferece a opção de o cliente arredondar o preço de sua corrida, e a diferença vai direto para a conta de uma organização social. A prática pode ser encontrada também em grandes empresas no Brasil, como o Grupo Pão de Açúcar, que oferece o mesmo modelo de doação através do arredondamento dos centavos de sua compra nos caixas de seus supermercados.

Para trazer mais um exemplo de grande player voltado ao novo paradigma do cuidado coletivo, na última semana, a gigante Visa anunciou um programa para doação de 1 centavo a cada transação realizada com cartões de sua bandeira. Para participar, o cliente precisa se cadastrar no site oficial e escolher uma causa ou instituição específica. A partir daí, a própria Visa faz a doação a cada transação realizada, seja crédito ou débito, em loja física ou virtual, no Brasil ou fora do país. De acordo com o Banco Central, o programa tem potencial de gerar R$ 60 milhões em doações dependendo da adesão.

Bem, se a conta chegou e, invariavelmente, precisamos pagá-la, que seja com Visa… Lemonade, Lyft, Pão de Açúcar e outras empresas que estão olhando com mais atenção para o retorno positivo que deixam no mundo. A escolha está na mão do novo consumidor, com mais cuidado do que nunca, sabendo que uma hora vai voltar melhor.

 

FONTE: goo.gl/uemHez

Designer cria máquina de lavar que não precisa de sabão

4 • 12 • 17

Uma máquina de lavar funcional, bonita e econômica. Esse é o sonho de consumo de qualquer adulto. E para atender esse desejo, o designer indiano Aditya Patil criou um produto exatamente assim. Batizada de “Evaque”, a máquina é capaz de economizar água e sabão.

Para eliminar a necessidade de sabão, o aparelho é equipado com um sistema “Ion Wah”, que promete lavar a roupas sem sabão. E o próprio tambor da máquina, feito de um vidro especial, cria uma carga estática e quando a roupa é esfregada, ela pode retirar e neutralizar a sujeira.

Inclusive, é possível encontrar em mercados “bolinhas” que têm função semelhante. Elas fazem sucesso já há alguns anos e tem quem ame e quem odeie. Comprando essas bolinhas, basta colocá-la na máquina de lavar para bater com as roupas. Uma das fabricantes explica o funcionamento da tecnologia:  “As cerâmicas que estão dentro da esfera emitem poderosos raios de infravermelho que alteram fisicamente a estrutura molecular da água, formando grupos menores com apenas 5 a 6 moléculas de H2O. Isso reduz a tensão superficial da água, facilitando a sua penetração nas fibras dos tecidos para desprender as sujeiras. As cerâmicas alcalinas elevam o pH da água. A água alcalina é ideal para remover proteínas e gorduras presentes nas roupas. As cerâmicas também previnem a propagação de bactérias, higienizando e eliminando o mau cheiro”.

Essas bolinhas podem ser uma opção para quem busca uma limpeza ecológica até, quem sabe, produtos como a “Evaque” serem mais comuns -, que além de sua funcionalidade tem um design bem agradável. E apesar do visual minimalista, a máquina promete atender aos vários tipos de lavagem e funções encontradas em um produto comum.

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Fonte: Ciclo Vivo

 

Edifício verde em São Paulo terá estrutura de madeira reflorestada

27 • 11 • 17

A mais nova edificação na cidade de São Paulo trará benefícios para o meio ambiente, embelezando e contrastando com as estruturas cinzentas e urbanas da capital. O projeto é uma idealização da Amata, empresa de gestão florestal, junto com o estúdio de arquitetura franco-brasileiro, Triptyque. A edificação possui 13 andares com área total de 4.700 m², sendo um espaço para co-working, habitações compartilhadas e restaurantes.  Ambos os espaços, comum e privado, estão integrados com a natureza e estabelecem uma conexão com a cidade através de suaestrutura sustentável e vegetação abundante.


O uso da madeira torna-se a solução? A parte estrutural da edificação será toda feita em  CLT (Cross Laminated Timber), um sistema de extrema tecnologia feito de diversas camadas de madeira maciça em direções diferentes, que torna o produto muito mais resistente  para ser usado em granes obras de edifícios altos. Porém, tendo em vista que a exploração madeireira ilegal no Brasil, e o desmatamento, infelizmente são crimes frequentes no país, nos perguntamos: De que maneira uma edificação em madeira pode ser ecológica? O co-fundador e CEO da Amata, Dario Guarita Neto explica.“Os edifícios em madeira certificada podem ser uma solução eficiente e servir como um impulso para uma mudança na consciência ambiental de nossas sociedades.”


A cada 1m³ de madeira reforestada é absorvido uma tonelada métrica de CO² atmosférico do meio ambiente.

A substituição dos recursos não renováveis por matérias-primas naturais, ajuda a fortalecer uma cadeia de produção mais limpa e consciente,  adicionamos valor às florestas certificadas. Isso pode diminuir a pressão para o desmatamento. O novo edifício vegetado em São Paulo em sua estrutura sustentável, seu design e o tempo de construção extremamente reduzido, trazendo mais durabilidade e menos impacto ambiental.

“O edifício é a naturalização da arquitetura colocada em prática, oferecendo uma experiência sensorial total, a metáfora de uma floresta urbana habitável, a madeira visível e invisível, o uso da vegetação e da paisagem. Sua silhueta escalonada combina com a topografia desigual do bairro paulistano de Vila Madalena, onde está localizado o terreno que será construído o edifício.” A previsão é que a obra termine em 2020.

Fonte: Ecotelhado