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O Bicitáxi movido a energia solar que quer ganhar as ruas do Rio de Janeiro

31 • 08 • 17

Visual deslumbrante, brisa gostosa no rosto, amor pelo planeta e geração de emprego. Quem senta para dar uma volta no protótipo de bicitáxi do australiano Michael Linke logo se encanta pela ideia.

A frente é como a de uma bicicleta comum, mas ela é acoplada de cabine. Uma placa de energia solar garante o reabastecimento do motor elétrico para ajudar a mover o veículo, que também funciona só com pedaladas.

Diante de um cenário caótico – estudos apontam que o Rio de Janeiro é a cidade do Brasil em que o motorista fica mais tempo parado no trânsito –  Michael vê no bicitáxi uma alternativa de locomoção para distâncias curtas, de até 10 km, e uma oportunidade de emprego para jovens em situação vulnerável. “É seguro, não poluente, divertido e, acima de tudo, cria novos empregos“.

No passeio que fizemos pela região da Praça São Salvador (dá uma olhada lá no nosso stories), o bicitáxi atraiu o olhar de muitos curiosos e se mostrou eficiente para desviar do engarrafamento provocado pela chuva que castiga o Rio desde o início da semana. “Normalmente saio para dar uma volta com os meus filhos e eles mesmos já se antecipam às perguntas que nos fazem pelo caminho. ‘Sim! Não precisa pedalar’, ‘Ela carrega com a força do sol’, ‘Só meu pai que tem uma dessa aqui… por enquanto‘“.

A bike que ele mantém estacionada em sua casa no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro, foi desenvolvida em Xangai, na China. Custou algo em torno de 40 mil reais e é seu único meio de transporte para circular pela cidade. Ele se inspirou nos famosos riquexós, as carroças de duas rodas bastante comuns em vários países asiáticos, porém seu bicitáxi é resultado de conhecimentos acumulados em vários outros pontos do planeta.

Michael é fundador da Bicycling Empowerment Network, uma ONG que coleta e exporta bicicletas de segunda mão para serem usadas por voluntários na África. Esse ano, ele atingiu a marca de 50 mil bikes doadas para países como Namíbia, Madagascar, Quênia e Moçambique. São elas os únicos meios de transporte disponíveis para prestar serviços de saúde em aldeias com acesso precário ou para dar aulas a crianças que não tem acesso à escola.

Desde abril deste ano, uma frota de 50 dos seus bicitáxis roda as ruas e avenidas de Catmandú e Lumbini, no Nepal. São modelos mais econômicos feitos de aço – custaram em média 1500 dólares cada. Até o final do ano, a expectativa é trazer para o Rio alguns deles e colocar para rodar no Aterro do Flamengo e na Praça Mauá. As bikes tem uma velocidade máxima de 30 km/h e a bateria segura tranquilamente três dias sem recarga, graças ao painel de energia solar.

Michael imagina que seu bicitáxi, além de ser uma alternativa de mobilidade, pode ser também um aliado para o empoderamento de jovens carentes.  Com base na experiência no Nepal, ele deduz que no Rio seria possível gerar pelo menos R$ 200 por dia para o ciclo-taxista. Já vislumbrou até um aplicativo em que  seria possível visualizar os projetos que os ciclo-taxistas lideram em suas comunidades, como uma escola ou uma biblioteca comunitária, e fazer uma contribuição diretamente pelo seu celular ao final da corrida.

Para saber mais ou entrar em contato direto com o Michael, basta acessar o site

FONTE: Hypeness

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